Veja porque escolher um viveiro que investe em pesquisa

Uma das maiores necessidades de um investidor é sentir o máximo de segurança possível na hora de fazer uma aplicação. Quando o investimento é em em madeiras nobres, a escolha da origem das mudas é um momento decisivo para quem busca obter o maior retorno financeiro possível. Afinal, é importante conhecer a procedência genética das mudas para saber se elas terão um desenvolvimento satisfatório ou não.

As mudas de mogno africano de um viveiro que investe em pesquisa têm mais chances de apresentar um bom desempenho e resultado madeireiro. Neste artigo, você vai entender o porquê. Vamos explicar como é feita a seleção de mudas aqui, no Viveiro Origem. Nossa equipe se dedica, desde 2013, a desenvolver as melhores técnicas de seleção e clonagem para produção de mudas de mogno africano.

Quais as vantagens da muda obtida por meio de pesquisas?

Os experimentos em laboratório com as mudas são uma forma de oferecer plantas com a melhor qualidade genética para os clientes. Assim, é possível produzir mudas com diversas vantagens:

  • maior resistência ao clima seco;
  • maior resistência a insetos ou pragas;
  • árvores mais retilíneas;
  • troncos com menos bifurcações;
  • maior produtividade madeireira.

O Viveiro Origem é especializado na produção de mudas do mogno africano da espécie Khaya grandifoliola, anteriormente denominada Khaya ivorensis e tem trabalhado na busca das melhores matrizes para propagação, seja por meio de seleção criteriosa das matrizes, ou por meio de pesquisas em laboratório

Evidências apuradas por meio de inventários sistemáticos e comparativos nos indicam que as mudas provenientes de um processo de clonagem têm um desempenho melhor do que as seminais, por motivos que já explicamos aqui, no nosso blog. 

Temos um laboratório de pesquisas instalado dentro do Viveiro Origem, no qual a Dra. Gracielle Costa, especialista em biotecnologia e coordenadora do Mestrado Profissional em Biotecnologia e Gestão da Inovação da UNIFEM, tem desenvolvido desde 2018 pesquisas visando a seleção das melhores matrizes para o processo de clonagem. A matriz é a planta de onde se tira o material vegetativo para produzir os clones.

Entenda como funciona a seleção de matrizes do Viveiro Origem

Nós fazemos testes de qualidade das nossas plantas para determinar quais apresentam vantagens de desenvolvimento e podem gerar mudas clonais de maior qualidade se utilizadas como matrizes.

Um exemplo de teste que fazemos é submeter plantas jovens a um estresse hídrico muito alto no primeiro ano de vida, para identificar quais são as mais resistentes a climas e solos mais secos. É assim que procuramos pelas matrizes com todas as vantagens que citamos acima para oferecer um bom resultado aos nossos clientes e parceiros.

Área de testes de mudas de Khaya grandifoliola no Viveiro Origem

Área de testes de mudas de Khaya grandifoliola no Viveiro Origem

Hoje, algumas das nossas matrizes já têm idade genética superior a 10 anos e têm demonstrado excelente desenvolvimento em campo. Estamos investindo constantemente na multiplicação das melhores plantas, por meio da renovação de nossos jardins clonais e também por meio de nosso laboratório.

Parcerias e práticas sustentáveis

O Viveiro Origem também tem parcerias com autoridades reconhecidas pelo mercado e universidades de vários estados brasileiros, visando o desenvolvimento, em conjunto, de novas técnicas para obter mudas clonais de mogno cada vez melhores.

Além disso, nosso viveiro adota práticas sustentáveis para a produção das mudas, como sistema de captação e reaproveitamento de água, por exemplo. Temos registro no Ministério da Agricultura, fazemos parte da Associação Brasileira dos Produtores de Mogno Africano (ABPMA) e contamos com profissionais especializados que estão à disposição do agricultor para ajudar a solucionar dúvidas sobre o cultivo do mogno em suas propriedades.

Um dos nossos parceiros é o engenheiro e professor Ítalo Cláudio Falesi, pesquisador da Embrapa e um dos introdutores do mogno africano no Brasil. Alguns dos mognos mais antigos do país estão na fazenda dele. Trabalhamos com essas árvores como matrizes para oferecer as suas vantagens genéticas para nossos clientes.

Professor Falesi com uma muda de mogno africano em visita ao Viveiro Origem

Professor Falesi com uma muda de mogno africano em visita ao Viveiro Origem

Saiba mais sobre a equipe do Viveiro Origem

Dra. Gracielle Teodora da Costa Pinto Coelho, mestre e doutora em agronomia e fisiologia vegetal, coordenadora do mestrado profissional em biotecnologia e gestão da inovação UNIFEM“A fazenda Origem me convidou para iniciarmos uma parceria pioneira em pesquisas biotecnológicas com mogno africano. Temos estudado o comportamento das plantas já cultivadas in loco, e também novos plantios; diferentes formas de cultivo e produção de mudas; somando a biotecnologia à fisiologia vegetal para alcançarmos melhoras produtivas e dados mais acurados sobre o cultivo do Mogno no Brasil.”

– Dra. Gracielle Teodora da Costa Pinto Coelho, mestre e doutora em agronomia e fisiologia vegetal, coordenadora do mestrado profissional em biotecnologia e gestão da inovação UNIFEM

 

 

 

João Emílio Duarte, engenheiro agrônomo e responsável técnico do Viveiro Origem“Nos últimos 12 anos, tenho acompanhado diretamente a implantação, condução, colheita e processamento de florestas de mogno africano em todo o Brasil. Desde o início dos nossos trabalhos, reconhecemos a importância de se plantar uma muda com excelência, já que é o insumo que mais interfere na produtividade do resultado final. 

Para ofertar as melhores mudas ao mercado, é necessário investimento em tecnologia, infraestrutura e pessoal qualificado. O investimento é alto, leva tempo para colher os resultados e nem todo viveiro consegue fazer. A maioria se limita a produzir mudas de semente e com baixo critério de seleção genética. Quem tem feito um trabalho sério nessa busca e com bons resultados é o Viveiro Origem. Sei disso porque acompanho, de perto, todo o investimento que já fizeram, para entregar aos seus clientes e produtores de todo o Brasil um clone de melhor produtividade, com precocidade e sem perder a qualidade da madeira.”

– João Emílio Duarte, engenheiro agrônomo e responsável técnico do Viveiro Origem

Que tal nos fazer uma visita? Estamos próximos à Felixlândia (MG). Entre em contato:

vendas@mudasorigem.com.br

(31) 99974-5511

(31) 99305-0314

Como funciona o consórcio de mogno africano com outras culturas

A prática de integrar culturas de espécies diferentes em um mesmo terreno agrícola é chamada de plantio consorciado, ou consórcio. Uma dúvida frequente de produtores de mogno africano é sobre a possibilidade do plantio consorciado do mogno com outras culturas, como já foi muito feito em Minas Gerais, por exemplo, com o café.

Você vai entender melhor, neste artigo, quais as possíveis vantagens e desvantagens dessa forma de cultivo do mogno africano no Brasil. Vamos explicar, também, quais são os tipos de sistema de integração que podem incluir o mogno e quais as espécies mais indicadas para o consórcio.

Como saber se o consórcio compensa?

Essa prática pode ser interessante para produtores rurais que querem diversificar as fontes de renda da fazenda no médio prazo. Afinal, o corte para venda do mogno africano leva anos, enquanto o tempo de colheita de culturas consorciadas, como o milho e a mandioca, é mais rápido. A venda desses outros produtos pode, inclusive, ajudar com os custos de toda a implantação do sistema de integração na fazenda.

No entanto, a interação entre o mogno africano e outras espécies pode ter resultados positivos ou negativos para o crescimento e desenvolvimento de ambas as culturas. Esse resultado é influenciado por vários fatores, como:

  • características do solo e do clima da região, que podem provocar uma competição das espécies por nutrientes do solo ou por água;
  • presença de insetos ou pragas na região, que pode ser aumentada ou reduzida com a inserção de um determinado cultivo nativo ou exótico;
  • técnicas de irrigação, adubação ou poda, que podem ser dificultadas ou facilitadas pela presença de outra espécie no terreno.

Tudo isso pode ser refletido no seu lucro com o investimento no mogno africano. Afinal, estudos comprovam que o consórcio pode contribuir para variações na altura e na largura do tronco do mogno africano e nas propriedades da madeira.

Antes de optar por essa modalidade de cultivo, é fundamental que o produtor procure a ajuda de especialistas para fazer uma análise das condições do solo e do clima da fazenda, planejar a gestão das culturas e as técnicas de manejo a serem utilizadas. Também é essencial avaliar o mercado da cultura a ser consorciada, como preço, volume que o comprador é capaz de absorver, distância e respectivo custo do frete, etc.

É importante que esse estudo de viabilidade seja feito antes de iniciar o cultivo, para que os resultados possam nortear todas as decisões seguintes. O espaçamento adotado entre as mudas de mogno, por exemplo, precisa ser definido de acordo com as necessidades das espécies consorciadas.

>> Espaçamento necessário para plantio do mogno: Entenda mais sobre esse tema aqui!

Não costuma ser indicado o plantio consorciado do mogno com outras espécies de árvores de porte ou altura semelhante. Nesses casos, pode ocorrer competição por luz solar e nutrientes do solo e até prejuízos para a formação do sistema radicular (raízes) do mogno.

Por outro lado, é possível combinar o cultivo do mogno com componentes pecuários e agrícolas em três formatos de sistemas de integração diferentes.

Tipos de sistemas de plantio consorciado

  1. Sistema de integração pecuária-floresta (IPF): é consórcio entre a floresta de mogno e pastagem para animais, também chamado de silvipastoril. Este tipo de consórcio exige um espaçamento maior entre as árvores e também só pode ser feito com a floresta mais velha, visto que as folhas do mogno são bastante palatáveis para o gado. Existem relatos de animais que se interessaram pela casca das árvores, o que requer cuidados extras e monitoramento constante.
  2. Sistema lavoura-floresta (ILF): consórcio da floresta com cultivos agrícolas anuais ou perenes, também conhecido como silviagrícola.
  3. Sistema lavoura-pecuária-floresta (ILPF): também chamado de agrossilvipastoril, é o consórcio entre a floresta de mogno, cultivos agrícolas e componentes pecuários (animais e pastagem) no mesmo terreno.
Uma muda de mogno africano com folhas avermelhadas em meio a pés de milho, ilustrando um sistema de consórcio do mogno com o milho.

Sistema de integração lavoura-floresta com milho e mogno-africano (Fonte: REIS, C. F.; DE OLIVEIRA, Edilson Batista; SANTOS, Alisson Moura. Mogno-africano (Khaya spp.): atualidades e perspectivas do cultivo no Brasil. Embrapa Florestas-Livro científico (ALICE), 2019)

Árvores de mogno africano em volta de uma área de pasto com capim amarelado, ilustrando o consórcio do mogno com o gado e o capim para pastagem.

Consórcio pecuária-floresta entre mogno africano e capim (Fonte: REIS, C. F.; DE OLIVEIRA, Edilson Batista; SANTOS, Alisson Moura. Mogno-africano (Khaya spp.): atualidades e perspectivas do cultivo no Brasil. Embrapa Florestas-Livro científico (ALICE), 2019)

Espécies que podem ser consorciadas com mogno africano

Nos últimos anos, estudos de sistemas de integração com o mogno africano têm obtido resultados motivadores com uma série de espécies diferentes. Elencamos algumas delas aqui, mas vale lembrar que nenhum resultado pode ser encarado como uma recomendação, já que as peculiaridades de cada local interferem no estudo, e as pesquisas estão em constante evolução.

  • palmito (Euterpe sp.)
  • pupunha (Bactris gasipaes)
  • guanandi (Calophyllum brasiliense)
  • café (Coffea sp.)
  • citros como a laranja e o limão (Citrus sp.)
  • cacau (Theobroma cacao)
  • cupuaçu (Theobroma grandiflorum)
  • mandioca (Manihot esculenta)
  • banana (Musa spp.)
  • milhos brasileiros
  • capim como forro de pasto (Brachiaria brizantha, B. decumbens ou B. ruziziensis)

Se você quer aprender mais sobre técnicas de cultivo do mogno africano, acompanhe as atualizações do Blog do Mogno, do Viveiro Origem. Fazemos parte da Associação Brasileira de Produtores de Mogno Africano (ABPMA) e fornecemos mudas clonais e seminais da melhor qualidade para o seu investimento.

Veja qual o espaçamento ideal entre mudas de mogno africano

A definição do espaçamento entre as mudas, na hora de plantar madeiras nobres, está diretamente ligada ao resultado do seu investimento. Por isso, neste artigo, vamos explicar quais são os fatores a se considerar na hora de tomar essa decisão e qual o espaçamento recomendado pela nossa equipe aqui, no Viveiro Origem.

É importante ressaltar que a escolha do espaçamento de plantios ainda é uma questão bastante discutida entre produtores e estudiosos do mogno africano. Não existe uma distância ideal para todos os casos. A densidade da sua floresta vai depender de outras questões que você precisa responder sobre o seu investimento no mogno:

  • Qual o objetivo do seu empreendimento?
  • Qual espécie de mogno será utilizada?

>> Entenda a polêmica em torno da classificação das espécies de mogno africano no Brasil!

  • Qual o manejo adotado?
  • Quais as condições do solo, relevo e do clima da fazenda onde a floresta será plantada?

Todos esses fatores são importantes para a definição do espaçamento e a distância entre as árvores de mogno interfere em resultados como o diâmetro do tronco dos indivíduos e o tempo de fechamento de copa.

O diâmetro dos troncos é um parâmetro importante a se considerar se você quer investir no mogno africano com o objetivo de vender produtos madeireiros finais de alta qualidade. Quanto mais antigas as árvores e maior o espaçamento entre elas, maior a largura e, consequentemente, a quantidade de madeira de qualidade obtida por árvore no momento do corte final. 

No entanto, vale lembrar que esse resultado também implica em uma demora maior para obter retorno do investimento inicial. Árvores largas exigem mais tempo de crescimento antes do corte para a venda. Se você quer um retorno mais rápido, pode ser interessante fazer cortes de desbastes.

Os desbastes são cortes feitos em árvores de mogno jovem para favorecer os indivíduos que se desenvolveram melhor até o momento, deixando mais espaço para eles e diminuindo a competição pelos nutrientes do solo, iluminação e água. Mesmo sabendo que o mogno ainda é uma cultura nova no Brasil do ponto de vista comercial, já existem  demandas de mercado para o mogno jovem.

Essa pode ser uma forma de obter algum retorno antes do corte final das árvores. Obviamente, o valor da madeira, nestes casos, é  inferior ao atingido pela madeira do corte final. Descubra quais as perspectivas de mercado do mogno neste outro artigo! 

Já o fechamento de copa é o que acontece quando as partes aéreas do mogno (compostas pelos galhos e folhas) são densas e largas o suficiente para sombrear a maior parte do solo da floresta. Esse processo é mais rápido quando o espaçamento entre as mudas é menor.

O sombreamento provocado pelo fechamento de copa do mogno prejudica a fotossíntese de outras plantas mais baixas. Logo, quanto mais cedo ocorrer esse fechamento, menores serão os gastos para evitar a matocompetição, ou seja, para evitar que outras plantas entrem na competição pelos nutrientes do solo necessários para o desenvolvimento do mogno.

Em espaçamentos maiores, o controle da matocompetição se estende por um período maior e deve ser tratada com bastante seriedade pelos plantadores de mogno, já que as raízes do mogno são rasas e a grande incidência de mato no plantio pode prejudicar o desenvolvimento e nutrição da floresta.

Assim, na prática, existem três possibilidades de espaçamentos de plantios de mogno:

  1. Espaçamento menor, ou seja, mais adensado, normalmente de 2 x 3 metros a 4 x 4 metros: garante um fechamento de copa mais rápido e é para quem deseja fazer cortes seletivos de desbaste quando as plantas entrarem em competição, o que costuma acontecer de 4 a 12 anos de idade (número de desbastes dependerá da evolução da floresta), e um corte final na idade adulta das árvores. O destino da madeira mais fina dos primeiros desbastes pode ser um complicador, além dos elevados custos de manejo e desbastes presentes em uma floresta mais adensada;
  2. Espaçamento intermediário, normalmente de 3 x 6 metros a 6 x 6 metros: terá um fechamento de copa não tão precoce como nos plantios mais adensados e demandará um ou dois cortes seletivos de desbaste antes do corte final, quando as plantas entrarem em competição, o que costuma acontecer entre 5 e 10 anos de idade (número de desbastes dependerá da evolução da floresta). O destino da madeira de desbaste dependerá da qualidade da madeira extraída, mas já poderá apresentar boas características para absorção pelo mercado como “mogno jovem”; 
  3. Espaçamento maior desde a primeira implantação, normalmente acima de 8 X 8, podendo chegar a 10 x 10 ou 12 x 12: indicado para obtenção de maior aproveitamento industrial da madeira no final do ciclo. Neste caso, os desbastes seriam raros e deve-se tomar cuidado com exposição da floresta a ventos fortes, já que com maior espaçamento as árvores estariam mais vulneráveis, Barreiras de proteção com árvores (eucalipto, por exemplo), podem ser uma opção.

Aqui, no Viveiro Origem, recomendamos o espaçamento mínimo de 3 x 6 (para futuro 6 x 6 e 12 x 12) ou 5 x 5 metros (para futuro 10 x 10) em cultivos de Khaya grandifoliola.

Estes espaçamentos são ideais para se obter um melhor aproveitamento do produto madeireiro, em termos de qualidade e quantidade de madeira por hectare, com possibilidade de retorno de parte do investimento no curso do plantio, além de menos custos com desbastes e com mais possibilidade de destinação nobre da madeira de desbaste. O resultado seria uma floresta com densidade inicial de 400 a 555 plantas por hectare (10 mil m²).

>> Acesse nossa calculadora on-line e veja qual seria o provável rendimento da sua floresta de mogno nessas condições!

Tipos e vantagens da irrigação do mogno africano

Para que as suas florestas de mogno africano produzam madeira de qualidade e quantidade compatíveis com a expectativa do mercado, é preciso se atentar aos métodos empregados durante o cultivo. No Brasil, as técnicas de irrigação exigem ainda mais atenção, já que parte das áreas cultiváveis podem ter deficiência hídrica para o cultivo do mogno africano.

A irrigação fornece a água suplementar que a árvore precisa para que essa deficiência não prejudique o funcionamento do seu metabolismo. Para quem quer investir no mogno africano nas mais diversas condições climáticas brasileiras, vamos explicar, neste artigo, a técnica de irrigação localizada, seus diferentes tipos e vantagens comprovadas para o bom desenvolvimento da sua floresta.

Quando a irrigação é necessária?

Em regiões com índice pluviométrico acima de 1.200 mm, bem distribuídos ao longo do ano, a irrigação pode não ser necessária. Mas, quando a precipitação acumulada é inferior a 1.200 mm e / ou inconstante ao longo do ano, havendo muitos meses de seca, é aconselhado ter um sistema de irrigação para sua floresta, especialmente nos dois primeiros anos de implantação da floresta, seja de funcionamento constante ou apenas nos períodos secos, de acordo com a necessidade observada.

O que é irrigação localizada?

Para definir qual o melhor método de rega artificial para a sua floresta, é importante fazer uma análise profissional das condições do solo, topografia e clima. Recomendamos que você procure um especialista. Optamos por abordar, aqui, o sistema mais comum em florestas de mogno africano, que é a irrigação localizada.

Esse método consiste na aplicação direta de água na região onde a muda foi plantada, irrigando as raízes da planta com pequena intensidade. Ele pode ser feito por superfície, com a técnica de gotejamento (mais utilizada), ou por microaspersão, simulando uma chuva e umidificando não só o solo, mas também a planta. Ainda é possível a irrigação de salvamento, feita com a utilização de carros pipa, mas que pode gerar custos superiores aos de uma irrigação convencional a depender do tamanho do plantio e volume de água utilizado.

Sistema de irrigação de gotejamento em mudas de mogno africano, pequenas, com poucas folhas, em um terreno com terra alaranjada. Um tubo preto permite a irrigação por gotas e a terra em volta das mudas está molhada.

Sistema de irrigação de gotejamento.

Sistema de microaspersão, no qual uma haste sustenta um dispositivo que libera água em pequenas gotículas sobre uma plantação rasteira, com o sol ao fundo, se pondo atrás da montanha.

Sistema de microaspersão

Quais as vantagens da irrigação?

Um estudo conduzido, a partir de 2012, pela UFG, com mudas jovens de mogno e irrigação localizada por gotejamento e microaspersão, em Bonfinópolis (GO), concluiu que a altura de plantas irrigadas pode crescer até 25% mais do que as não irrigadas. Já o diâmetro da planta pode ser até 24% maior aos 20 meses de idade (Fonte: REIS, C. F.; DE OLIVEIRA, Edilson Batista; SANTOS, Alisson Moura. Mogno-africano (Khaya spp.): atualidades e perspectivas do cultivo no Brasil. Embrapa Florestas-Livro científico (ALICE), 2019).

O gráfico a seguir evidencia a importância da irrigação para o crescimento das mudas de mogno nos primeiros dois anos após o plantio. É possível observar que os resultados começam a ser vistos em setembro de 2012, ou seja, quatro meses após o início da rega artificial, o que indica que as plantas que não foram irrigadas sentiram mais o transplantio e demoraram mais a se desenvolver.

gráficos que mostram Dados médios de crescimento de plantas de Khaya ivorensis - atual Khaya grandifoliola (altura total, altura de fuste, diâmetro do coleto e diâmetro à altura do fuste), dos dois aos vinte meses no campo, em Bonfinópolis, GO.

Dados médios de crescimento de plantas de Khaya ivorensis – atual Khaya grandifoliola (altura total, altura de fuste, diâmetro do coleto e diâmetro à altura do fuste), dos dois aos vinte meses no campo, em Bonfinópolis, GO.
* Fuste: distância entre o solo e as primeiras ramificações e folhas. DAP: diâmetro a 1,30 metros de altura em relação ao solo.
(Fonte: REIS, C. F.; DE OLIVEIRA, Edilson Batista; SANTOS, Alisson Moura. Mogno-africano (Khaya spp.): atualidades e perspectivas do cultivo no Brasil. Embrapa Florestas-Livro científico (ALICE), 2019).

 

Assim, podemos concluir que a irrigação localizada pode ser um fator importante para o bom estabelecimento das mudas e também para um crescimento satisfatório do mogno africano, especialmente nos primeiros dois anos de plantio, em várias regiões brasileiras, como no cerrado, por exemplo, que tem invernos bastante secos.

Entretanto, quando for começar sua floresta, lembre-se de analisar outros fatores importantes para o bom desenvolvimento das árvores. A escolha do viveiro é algo a se considerar para obter mudas de qualidade. Se você ainda não conhece o Viveiro Origem, confira aqui os nossos vídeos!

Certificação florestal: o que é e como obter?

A certificação florestal é um atestado de que os produtos florestais foram obtidos por meio de práticas sustentáveis, sem a geração de passivos indesejáveis, ou seja, de impactos negativos do ponto de vista econômico, ambiental ou social. Se você quer investir no plantio de madeiras nobres, a certificação é um passo importante para garantir o sucesso do seu empreendimento. Neste artigo, vamos explicar o porquê, e o que você precisa fazer para obtê-la.

Primeiramente, vale ressaltar que a certificação florestal é uma forma de reconhecer e valorizar produtores e empreendedores que buscam um desenvolvimento sustentável e garantir aos compradores e consumidores finais que eles não estão admitindo passivos em suas aquisições.

Fazer a certificação florestal é um investimento que pode parecer alto. No entanto, no mercado global, ela já é uma exigência frequente. A tendência é que o mercado do mogno africano no Brasil siga esse padrão. Logo, certificar o plantio deixa de ser um diferencial e passa a ser considerada, na prática, um item obrigatório para muitos compradores.

Mas as vantagens de fazer a certificação são muitas. As normas podem parecer muito extensas e elaboradas, mas a verdade é que a maioria dos pequenos produtores já cumpre grande parte do que é exigido antes mesmo de buscar a certificação.

Confira a lista de vantagens a seguir e entenda como seu investimento será recompensado:

A certificação oferece auxílio na gestão do negócio florestal!

As normas da certificação funcionam como um guia de boas práticas que você pode seguir para gerir seu empreendimento e aumentar as chances de sucesso.

Você garante que seu produto final não terá prejudicado o meio ambiente.

A certificação garante a conservação dos recursos naturais e a ausência do desmatamento. Produzir madeiras nobres de forma sustentável já é uma grande vantagem por si só, mas essa é também uma garantia de que seu produto final vai agradar o mercado: a preocupação ambiental é uma tendência e as pessoas evitam, cada vez mais, consumir produtos que prejudicam o planeta. 

A certificação te estimula a manter indicadores de performance, fazer um monitoramento frequente da fazenda e executar planos de ações mais apropriados ao negócio.

O investimento na certificação pode funcionar como um estímulo para que você e toda a sua equipe mantenham boas práticas de gestão durante todo o processo de plantio, cultivo, desbaste e venda do mogno africano.

Seus produtos florestais terão um valor mais alto no mercado.

Tecnicamente, não existe nenhuma norma na certificação florestal que indique a cobrança de preços mais altos no produto final. No entanto, produtos certificados têm preços melhores, uma vez que a sustentabilidade agrega valor para o consumidor, inclusive para o mogno jovem.

>> Perspectivas de mercado para o mogno jovem: descubra como essa madeira pode ser utilizada aqui!

Além disso, o preço final da madeira considera o custo na produção. Na prática, produtos certificados têm mais valor, já que o custo de produção da madeira certificada é maior.

Você terá produtos competitivos para exportação e mais chances de fidelizar clientes

O mercado estrangeiro exige rastreabilidade total e ausência de passivos de produtos florestais. Logo, a certificação florestal é uma forma de tornar seus produtos aptos para a exportação. Assim você também promove a fidelização dos compradores, que ficarão satisfeitos com a qualidade do produto adquirido da sua fazenda.

Quais os tipos de certificação florestal no Brasil?

Existem diversos sistemas de certificações ou selos que oferecem garantias diferentes. Vamos falar aqui sobre os dois sistemas disponíveis mais relevantes no mercado e que têm boa aceitação mundial: o Forest Stewardship Council (FSC); e o Programme for the Endorsement of Forest Certification Schemes (PEFC) – Certificação Florestal (CERFLOR).

Essas certificações exigem performances semelhantes, mas funcionam de formas diferentes. O brasileiro CERFLOR é reconhecido pelo internacional PEFC, que o permite identificar seus produtos como tal. A certificação é de responsabilidade do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e os processos são conduzidos pela Coordenação Geral de Acreditação (CGCRE) do Inmetro, que atua como o orgão de acreditação.

O Sistema FSC assume a liderança no mercado por garantir a participação equitativa de todos os seus associados nas tomadas de decisões. Ele também tem um conjunto de normas mais robusto. O FSC credencia e autoriza seus certificadores a conduzirem processos de certificação. Suas exigências incluem:

  • questões fundiárias (legalidade do terreno);
  • respeito ao direito dos trabalhadores;
  • respeito aos direito das comunidades tradicionais do entorno do plantio;
  • uso múltiplo da floresta;
  • redução de impactos ambientais;
  • plano sustentável de manejo e gestão do plantio e melhores práticas operacionais;
  • realização de monitoramentos operacionais e socioambientais;
  • conservação de atributos de alto valor da fauna e flora local.

Ficou com dúvidas sobre qual selo escolher? Acompanhe o passo a passo para obter a certificação e descubra como optar pela melhor alternativa para o seu investimento!

Como obter a certificação em 4 passos

1) Defina o escopo da certificação, ou seja, a abrangência.

Você precisa ter clareza se irá certificar somente uma parte ou toda sua produção, seja florestal ou de processamento dos produtos.

2) Defina o arranjo da certificação: você vai passar pelo processo de forma individual ou em cooperação com outros empreendedores com negócios semelhantes?

Deixamos aqui nossa dica para pequenos produtores: optar pela certificação em grupo pode baratear o processo, uma vez que a cooperativa pode dividir os custos de prestadores de serviço e consultores. Os envolvidos também podem compartilhar e trocar conhecimentos, orientações e oportunidades, e se apresentarem, juntos, como um fornecedor mais competitivo no mercado.

3) O próximo passo é diagnosticar seu nível de cumprimento da certificação.

Aqui, é feita uma avaliação dos seus métodos de produção para verificar quais procedimentos exigidos pelos sistemas a sua fazenda já cumpre.

Neste momento, pode ser interessante contratar uma consultoria e avaliar as diferentes exigências dos sistemas de certificação. Assim, você descobre para qual selo sua produção está mais apta.

Mas este não deve ser o único fator por trás da escolha do selo. Lembre-se de considerar também a aceitação no mercado e a conformidade com os seus objetivos de venda no futuro.

4) Agora é hora de escolher um certificador.

É importante que você analise perfis, propostas e cotações de cada um dos certificadores e alinhe, com o profissional escolhido, todo o cronograma de prazos de cumprimento das exigências.

Florestas sustentáveis são indispensáveis para um desenvolvimento saudável e o progresso da sociedade como um todo. O mercado de madeiras nobres, assim como o meio ambiente, só tem a ganhar quando negócios florestais passam a ser promotores de impactos socioambientais positivos. Invista nessa ideia! Nós, do Viveiro Origem, queremos ser o seu parceiro nesse empreendimento. As melhores mudas de mogno africano estão aqui!

Pragas: Que insetos e doenças podem acometer o mogno africano?

Desde que o mogno africano começou a ser cultivado no Brasil, alguns agentes causadores de doenças foram se adaptando a esta nova espécie exótica. Por isso, quem tem interesse em investir no plantio do mogno africano precisa estar atento às doenças e insetos que podem causar danos às árvores e cuidar para minimizar ou evitar estes danos. 

 

Vale ressaltar que, em geral, os relatos de pragas que prejudicam cultivos de espécies de mogno africano no país ainda são, relativamente, poucos. Mesmo assim, o monitoramento dos insetos presentes no plantio é fundamental para acompanhar o crescimento do número de agentes capazes de afetar a espécie.

 

Com base nos capítulos escritos por Edson Luiz Furtado, Lucas Antonio Benso, Alexandre Mehl Lunz e Cristiane Aparecida Fioravante Reis, do livro Mogno-africano (Khaya spp.): atualidades e perspectivas do cultivo no Brasil, publicado pela Embrapa em 2019, vamos explicar, neste artigo, quais os sintomas e as medidas de manejo necessárias para lidar com as pragas do mogno detectadas no Brasil. 

 

Problemas causados por fungos

 

  • Podridão Branca ou murcha letal

Esta doença é causada por um fungo que habita as florestas brasileiras, por isso, tem alta incidência em plantios de mogno feitos em locais anteriormente cobertos por florestas. Solos sujeitos ao encharcamento das raízes também facilitam o processo infeccioso.


Ele causa o
amarelecimento de toda a copa da árvore, seguido da sua murcha e seca. As raízes adquirem coloração esbranquiçada e amarelada. Para controlar esta praga, é necessário arrancar e queimar as partes das raízes afetadas e tratar o local com fungicida. Para prevenir, é importante evitar o encharcamento do solo, facilitando a evaporação e a drenagem da água nas áreas de plantio.

 

  • Cancro do córtex 

 

Este fungo forma colônias, inicialmente brancas, mas que se tornam pretas com o tempo, nos troncos do mogno africano. As colônias podem causar lesões nas cascas da árvore e até grandes áreas de descolamento e necrose. Para controlar a praga, os tecidos doentes precisam ser raspados e a área deve ser tratada com fungicida ou com produtos diluídos à base de triazol+estrubirulina. 

 

  • Rubelose ou mal rosado

 

Causada por um fungo que gera lesões de coloração rosada. Por baixo da crosta rosa, acontecem sulcos e rachaduras nos galhos e troncos doentes. O controle desta praga é feito por meio da poda dos ramos afetados ou da retirada das partes afetadas da casca. Em seguida, aplica-se uma mistura de tinta látex, triazol e estrubirulina para selar os ferimentos. 

 

  • Murcha de ceratocystis

 

Esta doença é causada por um fungo que acomete ferimentos abertos no processo de poda das árvores. Ele obstrui os vasos de seiva da planta, provocando a murcha e seca da parte aérea dos indivíduos em níveis avançados da doença. Outro sintoma é o vazamento da seiva por rachaduras nos troncos afetados.

 

Ainda não foi bem estudado o uso do controle químico para esta doença. Por isso, a melhor forma de controle é a remoção e destruição das árvores doentes, para impedir que elas transmitam a infecção às árvores vizinhas. Para prevenir a doença, é importante manter os instrumentos de poda higienizados e aplicar fungicidas em ferimentos abertos, para evitar a entrada do fungo. 

 

  • Mancha areolada

 

O fungo responsável por esta doença causa manchas arredondadas nas folhas jovens do mogno. As manchas têm centro esbranquiçado e bordas cor de vinho, mas podem se tornar amarronzadas e necróticas com o amadurecimento da folhagem. Para plantas em fase de viveiro, é possível tratar com a aplicação de fungicidas que contenham Pencycuron, quinzenalmente. 

 

  • Mancha foliar de Cylindrocladium

 

Este fungo causa lesões necróticas marrom-escuras em folhas de todas as idades, mas principalmente nas mais jovens. As folhas não caem com facilidade. Permanecendo na planta, elas geram novas infecções. Não existem recomendações de manejo dessa doença, mas ela pode ser evitada com a higienização dos insumos e equipamentos. 

 

  • Mancha alvo

 

As manchas causadas pelo fungo nesta doença são escuras, com halo púrpura e centro mais claro. Elas podem causar a queda das folhas afetadas. Também não existem recomendações de tratamento específicas para o mogno africano, mas para outras plantas, são recomendadas pulverizações de fungicidas.

 

  • Broca do ponteiro

 

Este inseto foi o responsável pela inviabilidade de monocultivos comerciais do mogno brasileiro no país. Foi essa limitação que motivou a introdução de espécies africanas do mogno por aqui. No entanto, já existem alguns relatos da incidência desta praga em espécies do mogno africano também. Por isso, vale ressaltar que a crença de que a broca do ponteiro não afeta as espécies exóticas é um mito. 

 

As larvas atacam a região apical das árvores, causando uma ramificação excessiva e a depreciação da madeira ou a mortalidade da planta. Ela também causa danos em frutos e sementes, impedindo a produção de mudas a partir do indivíduo afetado. Técnicas como o sombreamento das árvores, o plantio misto e a remoção de rebentos laterais podem reduzir os danos.

 

  • Mosca negra do citros

 

Este inseto suga a seiva de folhas novas das árvores, enfraquecendo a planta. Neste processo, a mosca ainda pode transmitir fungos para o mogno, e a combinação dos dois agentes pode causar uma redução no crescimento das plantas mais jovens, o que aumenta o tempo de corte da árvore. Ainda não há estudos que detalham o combate desta praga no mogno africano. 

 

  • Broca do alburno

 

As larvas da broca do alburno constroem galerias no tronco das árvores, o que prejudica a futura venda da madeira. As perfurações enfraquecem os troncos, por isso, eles ficam mais suscetíveis a quebras causadas por ventos fortes. Também não há estudos que detalham o combate desta praga, por enquanto.

 

  • Formiga cortadeira

 

 Esta formiga pode fazer ninhos em plantações de mogno africano e cortar as folhas das árvores. Para combatê-las, pode-se usar iscas formicidas nas plantações. O ideal é começar com as práticas de controle antes mesmo do plantio e seguir fazendo vistorias frequentes à medida que as plantas se desenvolvem. 

 

  • Coleobrocas ou brocas do tronco

 

Esse tipo de inseto costuma atacar troncos de árvores mortas ou moribundas, mas já foram registrados casos em árvores saudáveis que passaram pela prática da desrama. As galerias feitas pelo inseto não só enfraquecem os troncos como permitem a penetração de um fungo manchador, o que pode prejudicar ainda mais a qualidade da madeira. 

 

Para combater essa praga, deve-se recolher do plantio e destruir todo o material vegetal proveniente da desrama, para evitar o aumento populacional das brocas. 

 

  • Cochonilhas

 

As cochonilhas são insetos que atacam folhas e ramos das plantas, causando a morte da gema apical e o corrugamento das folhas. Às vezes, podem interagir de forma simbiótica com formigas. Podem ser combatidas com aplicação de óleo mineral, piretróides e emulsificantes.

 

  • Psilídeos

 

São insetos semelhantes a pequenas cigarras que podem colaborar para a infecção por fungos no mogno africano, resultando em queda e escurecimento das folhas. Dependendo da espécie, podem se formar galhas nas folhas e na base de ramos novos, resultando em uma alta densidade de galhas, e pode ocorrer também retardo no crescimento das plantas.  

 

  • Gafanhotos

 

Os gafanhotos abrem orifícios nas folhas para botar seus ovos. Isso facilita com que as folhas quebrem, caem ou sequem. O resultado é um estresse pela perda de folhas e ramos, além de deformações na planta quando o ataque acontece na região apical, o que pode comprometer seu desenvolvimento retilíneo

 

Ao primeiro sinal de ataque, devem ser cortados e queimados os materiais vegetais com posturas de ovos, sejam folhas, ramos ou partes da região apical das árvores, quinzenalmente. 

 

  • Irapuá ou abelha-cachorro

 

Essas abelhas atacam brotações novas do mogno, causando a queda dos pecíolos, os pequenos caules que sustentam as folhas. A fotossíntese fica prejudicada, e o resultado pode ser a atrofia ou a superbrotação das plantas. 

 

Para controlar o problema, pode ser feito o remanejamento das colmeias localizadas próximas aos plantios. Para localizar a colônia, basta observar a direção do voo das abelhas. 

 

  • Brocas do pecíolo

 

Esses insetos também prejudicam o pecíolo das folhas do mogno, tornando-os escuros e quebradiços, em folhas de todas as idades. As folhas ficam murchas, secas e mais suscetíveis ao dano interno causado por um fungo simbionte, que chega até a planta carregado pelo inseto. É importante retirar e queimar as folhas danificadas pelo inseto e aplicar inseticida fosforado por meio de pulverizações para combater a praga.

Preciso de licença para plantar mogno africano?

Se você está interessado em investir no plantio de madeiras nobres, pode ser que já tenha se perguntado se é necessário obter uma autorização prévia para cultivar as árvores exóticas, como o mogno africano, no Brasil.

 

O Novo Código Florestal (Lei Federal nº 12.651/2012), que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa, já havia estabelecido que não, esse tipo de plantio não depende de autorização. No entanto, é obrigatório que a atividade seja informada aos órgãos competentes:

 

Art. 35, § 1º: “O plantio ou o reflorestamento com espécies florestais nativas independem de autorização prévia, desde que observadas as limitações e condições previstas nesta Lei, devendo ser informados ao órgão competente, no prazo de até 1 (um) ano, para fins de controle de origem.”

 

Desde o estabelecimento dessa lei, em 2012, não haviam sido, ainda, disponibilizados os formulários para o cadastro de plantios em Minas Gerais. As diretrizes só foram estabelecidas, recentemente, em fevereiro de 2020, pela Portaria 28 do Instituto Estadual de Florestas (IEF) de Minas Gerais

 

Veja a portaria completa aqui.

Entenda qual o procedimento estabelecido pela Portaria


Ficou definido pelo IEF que todos os plantadores de mogno africano (ou de outras espécies exóticas) de Minas Gerais devem cadastrar seus plantios nos seguintes prazos: 

  • Novos plantios a partir da publicação da portaria: Deverão ser cadastrados em até um ano após sua implantação.
  • Plantios anteriores à portaria: Deverão ser cadastrados até a data da colheita.

 

Para fazer o cadastro junto ao IEF, é necessário preencher formulários para cada uma das propriedades rurais. Nestes documentos, devem ser detalhados os dados de cada talhão, em planilha e em arquivo em formato shapefile. Esse cadastro é um passo importante para o mapeamento dos plantios existentes em Minas Gerais. 

A colheita precisa de autorização ou declaração ao IEF?

 

Uma vez que o plantio florestal está cadastrado e declarado ao IEF, conforme explicamos acima, não será necessária nenhuma autorização prévia ou declaração para a colheita futura da floresta. Porém, é necessário fazer a Comunicação de Colheita, para o recolhimento da Taxa Florestal devida. 

 

Agora que você já sabe que não precisa de autorização para cultivar o mogno africano, que tal começar a investir? É possível faturar mais de R$300 mil com um hectare. No Viveiro Origem, você encontra mudas da melhor qualidade e profissionais capacitados para oferecer as orientações básicas para o plantio. Saiba mais sobre o nosso viveiro!